segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Redes Sociais: Distanciando pela (falsa) Proximidade


Olá, pessoas!

Sou entusiasta da tecnologia, das redes sociais e de tudo que puder facilitar a comunicação. Por outro lado, abomino o seu uso indiscriminado apenas para quem quer passar uma imagem de bonzinho, afinal, ser politicamente correto está mais que na moda e, resumindo, ser falso e prepotente também.
Nas redes, podemos ter vários amigos atrelados ao nosso perfil, lotando nosso perfil, pedindo ingresso em nosso perfil, o que de certa forma, pode nos dar aquela falsa impressão de popularidade.
Ledo engano.
Quando compartilhamos algo nas redes, principalmente no famoso facebook, instantes depois, recebemos vários ‘curtir e compartilhar’, ainda mais quando se trata de algo que não acrescente nada relevante à vida de alguém. Se for trolagem, memes ou notícias sobre futebol então, prepare-se! Você virou celebridade instantânea e será tido como ‘o cara’!
As redes podem gerar negócios e aproximar profissionais de diversos setores, mas é comum, numa reunião presencial agendada através delas, verificarmos uma certa animosidade no tocante a opiniões, atitudes ou posturas.
Sendo assim, melhor continuar no mundo virtual destilando falsidades e demagogias e agradando todo mundo, se passando por bonzinho, do que tentar entender e aceitar o outro como ele é.
É comum fazermos projetos e postarmos nas redes e recebermos um ‘me chama’, ‘é isso aí’, ‘força aí’, ‘sucesso’, ‘conte comigo’ e coisas do tipo.
Animados que ficamos, é claro que na hora da execução dos projetos, vamos fazer valer nossa tão proclamada influência virtual e recorremos ao povo da animação on-line, que posta mensagens positivas, critica o time do outro ou implora pela chegada da sexta-feira. A surpresa é tão acachapante quanto as mensagens de apoio: a sonoridade falsa se reverte na mesma hora e o apoio dado através das redes se transforma num fardo pesadíssimo de se carregar e o resumo é sempre o mesmo: ‘boa sorte’.
E assim, se constroem ‘relacionamentos’ calcados na mediocridade, na falsidade e na linguagem moderninha do politicamente correto.

O ser humano está cada vez mais se tornando uma ilha e se achando conectado, criando uma distância pela (falsa) proximidade. Enquanto isso, a sua capacidade de articulação, de envolvimento com a sociedade vai minguando e ele se sentindo cada vez mais só – daí ir se lamentar, também nas redes sociais.
Não seria a hora de largarmos o clique de sofá e ligarmos para alguém em razão de seu aniversário, visitar um parente, ir ver um bebê de um amigo ao invés ficarmos dando ‘curtir’ nas fotos que acompanham o crescimento da criança?
Distribuir orações e correntes pela web, compartilhar foto de criancinha desaparecida há 18 anos ou publicar fotos de acidentes pedindo ‘paz no trânsito’, não vai nos tornar seres humanos melhores, nem será indicador de nossa preocupação com o próximo. Ao invés disso, nos tornará presunçosos e recalcados ao percebermos que não ajudamos de fato, apenas compilamos algo que foi mal produzido por outrem.
Cases:
As redes sociais, tal qual se tornaram hoje, replicam atitudes do dia a dia, como por exemplo:
A pessoa que está do seu lado e, ao sair, diz ‘um abraço’ e vai embora; é o convite respondido com um vago ‘se der eu passo lá’; é um encontro combinado com o manjado ‘vamos marcar um dia’ quando há a oportunidade de se resolver naquele instante com um simples ‘não’.
Já que o politicamente correto foi deixado de lado nestas linhas, o que dizer daquele que nunca mais viu um amigo ou fez conta dele e, ao saber de sua morte, vai colocar no seu ‘perfil’ um falso: R.I.P. e destila um monte de oração espirituosa em favor dele?
Hipocrisias assim estão à solta por aí, poluindo as redes.
Para exemplificar, encerro com um ocorrido que me fez continuar com fé no ser humano – o de verdade, não o virtual:
Dia desses precisei de um contato numa empresa para a qual já tinha prestado serviço. Era em outro departamento e, como sempre, recorri ao e-mail de um velho amigo que conheci nesta empresa anteriormente. Horas depois, ele me retorna, também por e-mail, dizendo não fazer mais parte do board e que não sabia quem era o responsável pelo departamento a que me referi.
Agradeci, como de praxe, falamos sobre amenidades e desconectamos. No dia seguinte, ao verificar meu e-mail, encontro lá nome e telefone do responsável pelo departamento que havia solicitado. Este meu amigo disse que tinha entrado em contato com a antiga empresa e me recomendado e, consequentemente, conseguido as informações de que eu precisava.
Ao fazer este comentário com minha esposa durante o jantar ela me disse: “É isso que toda pessoa correta deveria fazer, mas, como isto está cada vez mais raro, ao agir desta forma (correta) pessoas se tornam especiais".
Realmente este meu amigo faz parte deste rol cada vez mais reduzido atualmente.
Detalhe: não o conheci curtindo suas trolagens ou compartilhando assuntos irrelevantes. O conheci durante um evento, tomando café e dando um abraço ao final da reunião.

É isso.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Karen Souza: A música em diferentes versões


Olá, pessoas!

Cover, releituras, versões...chamem do que quiser.
A capacidade de interpretação desta americana é incontestável pelo lirismo, leveza e pelas improvisações de vários artistas antigos ou contemporâneos.
Karen Souza.

Influenciada pelos artistas dos anos 60, Karen se aperfeiçoou em várias escolas e vivências, passando por acústicos, música pop eletrônica, até se consagrar fazendo parte de um tributo aos standards.

Karen Souza tem uma voz perfeita e segurança na hora de apresentar seu repertório. Tanta segurança, faz homenagear um de seus ídolos através de seus músicos: ela está à frente do Coultrane Quartet, um grupo compenetrado e coeso nas mais diversas execuções de músicas já consagradas.

Apesar do nome, Karen não é brasileira, mas no seu set não poderia faltar Tom Jobim...

É isso.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

A empresa que eu quero existe?


Olá, pessoas!
É muito comum ao longo destes anos pessoas me procurarem com dúvidas referentes ao mundo das empresas, também chamado de mundo corporativo.
As perguntas vão desde a elaboração do melhor currículo, deixando-o atrativo (o que, para início de conversa, acho completamente desnecessário pois poucos deles são lidos mesmo) até como se posicionar perante o chefe ou líder.
Dúvidas com relação à etiquetas são comuns mas uma delas me chamou atenção pela preocupação em se melhorar o ambiente de trabalho.
A pergunta era a seguinte:
Como eu abordo o meu chefe para dar um diagnóstico da empresa e propor soluções a ele?
À primeira vista é uma pergunta muito subjetiva, pois depende muito do humor de quem vai ouvi-la (o chefe), se a pessoa vai querer ouvi-la (o chefe) e como a pessoa (o chefe) vai interpretar tais diagnóstico e propostas.
Da minha parte, sou especialista em cometer algumas gafes destas: em uma empresa que trabalhei, ao abordar o chefe num momento que achei apropriado (quando ele pediu minha opinião sobre os rumos que a empresa estava tomando) percebi, logo após minha exposição, de que não tinha agradado e que o meu superior não se mostrou satisfeito com o que acabara de ouvir. Passaram-se alguns meses, o relacionamento foi esfriando e a situação acabou se tornando insustentável, pois ficou no ar aquela sensação de que eu não estava satisfeito em trabalhar ali. Não discuto a interpretação dele pois estava absolutamente certa. O desfecho de toda essa situação já está bem patente e não precisarei expô-la para me fazer entender, afinal, a sua interpretação, leitor, também está correta.
As relações corporativas são permeadas por linhas tênues entre o que se deve falar e o que se deve fazer. É sabido que ninguém está absolutamente contente com o local em que trabalha. Muitas vezes somos atraídos para algum lugar por vários motivos: descontentamento com a empresa atual, realização profissional, salário, colegas, amigos e pelo próprio trabalho em si. Afinal, quem não gostaria de fazer o que quer (área de formação), ganhar bem, ter um bom relacionamento e ter participação na organização dos processos, por mais simples que estes possam parecer?
Quem responder que não faz a mínima questão disso, ou está mentindo descaradamente ou não sabe o que fazer da vida e, lembrando o coelho de Lewis Carroll, então qualquer caminho serve. Neste caso, podemos adaptar: qualquer empresa ou emprego servem.
O que nos falta nesta hora é a capacidade de discernir o que são nossas prioridades e o que são as prioridades dos nossos chefes ou patrões. E estes motivos são muito subjetivos.
Existem vários tipos de empregado, mas, no caso que me inspirou a escrever estas linhas, vou citar apenas o empreendedor: este analisa a sua empresa sobre o ponto de vista do mercado, apresentando uma visão holística, panorâmica, 360º (graus) - ou sei lá mais o termo que vão inventar para significar a mesma coisa – e pensam como se a empresa fosse dele. A vontade de organizar, de resolver problemas de diferentes complexidades, acaba minando ao longo do tempo a energia deste empregado empreendedor que vê as coisas a seu modo e quer aumentar a produtividade. Este é um tipo sofredor que muitas vezes 'carrega a empresa nas costas' e acaba fazendo o serviço que seria de competência de outro dentro da organização.
Ao analisarmos esta situação de 'será esta a empresa que eu quero', não se deve esquecer de uma peça importante: o chefe ou patrão. As perguntas sobre prioridades cabem neste caso também, afinal, que chefe ou patrão não gostaria de ter um local aonde todos trabalhassem com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos? Por outro lado, será que esta realmente seria a vontade dele?
Muitos trabalham com olho no faturamento e consideram seus colaboradores como engrenagens de uma máquina com moto perpétuo, que só servem para funcionar (eis a razão do termo funcionário), gerar lucros e resultados e ser considerada no mercado.
Por estas razões, difíceis de serem explicadas, é que recomendo que, ao se falar com o chefe e gerar um diagnóstico, é preciso saber se ele:
está disposto a ouvir e aceitar sua opinião;
está querendo o diagnóstico e, principalmente,
se quer mudar a situação do momento por uma situação ideal.
Caso um destes quesitos não possa ser assinalado, com certeza, você terá que sair do seu local de trabalho e tentar a vida com cursos, palestras e consultorias.
E lembre-se: a sua necessidade pode não ser a necessidade da sua empresa.
É isso.




terça-feira, 25 de setembro de 2012

25 de Setembro - Dia do Rádio: Dá pra reinventá-lo?



Olá, pessoas!

Dia 25 de Setembro – Dia do Rádio

Landell ou Marconi.
Quem inventou o rádio?
A resposta, que sempre causou polêmica, não importa.
O que importa é o amor pelo rádio e pelo apreço às palavras soltas no ar que só ele pode proporcionar.
O rádio, que muitos apregoam o fim, resistiu aos avanços da televisão – hoje faz parte dos canais digitais -  e às falácias quando do surgimento da internet – atualmente, as web radios deixaram de ser tendência e são uma realidade. Até os mais modernos gadgets sempre tem lá um aplicativo de rádio para baixarmos!
Neste post, vou compartilhar a minha visão de professor de Comunicação (e o rádio está intrínseco) e de quem vivencia o meio. Nem preciso citar as grandes vozes que fizeram história, pois estas, com o perdão do trocadilho, falam por si só; sem contar os comerciais e jingles que até hoje fazem parte dos arquivos dos historiadores e que servem de bons exemplos em salas de aula.
No Dia do Rádio, nada melhor do que escrever um pouco sobre este veículo que praticamente sobrevive a tantas falsas profecias, que se reinventa e que prima pela convergência de opiniões ou até mesmo pela divergências destas. Quer se expressar da sua forma? Use o rádio.
Essa questão de se poder soltar o verbo no ar, com conhecimento de causa, atinge a milhares de pessoas ao mesmo tempo, mas que muitas vezes não tem recebido a devida importância até mesmo por uma parcela significativa dos próprios radialistas. É comum ver pessoas se apoderarem do rádio para manifestarem suas ideias torpes ou com o intuito de se alienar povos ou manipular situações patentes a olhos nus.
Por sua capacidade imagética, o rádio tem o poder de transferir o seu ouvinte para os mais variados lugares. Pelo fato de a audição ser um sentido invasivo, dificilmente se escapa das palavras que são ditas pelos comunicadores. Daí a grande responsabilidade ao se ir para trás do microfone. Não é simplesmente ‘abrí-lo’ e destilar opiniões às vezes sem fundamento.
O rádio, desde muito tempo, cumpre e ainda deve cumprir o seu papel de informar, entreter e principalmente, de formar opinião. E uma opinião jamais conseguirá ser formada ou despertada por quem não a tem. É por esta razão que o rádio pede um comunicador que saiba interpretar corretamente os fatos, para que estes não gerem distorções.
Isto é notório em grandes rádios da capital. Ressalte-se aqui que uma rádio não precisa ser grande para gerar conteúdo de qualidade.
O interior também carece desse desenvolvimento sonoro e não somente se resumir a verdadeiros serviços de alto falantes com a única diferença de se ter uma frequência em quilohertz (Khz) ou megahertz (Mhz), destilando comentários jocosos, entrevistas que mais se assemelham a simples questionários, músicas popularescas, anúncio de pseudo utilidade pública como sumiço de cachorros, gatos, papagaios e outros bichos, além dos famosos beijinhos e abraços carinhosos de fulano para beltrano. Uma dica: o radialista que quiser fazer isso, que  crie um quadro para tais pieguices! Afinal, não dá para parar uma programação para dar esse tipo de recado, convenhamos...
Para não ficar só na crítica, é interessante fazermos um rádio novo, pensando em qualificar a audiência e os patrocinadores, pois são eles a principal fonte de receita de uma emissora.
Não dá para aceitarmos a desculpa de que ‘a cidade não ouve este tipo de programação e não entende essa linguagem’. O rádio é educativos e, como tal, sua assimilação se processa pela repetição. Então, se não se coloca nada de novo, a audiência com certeza, irá procurar alternativa.
Eis algumas dicas:
- o rádio deve ser tratado como uma empresa e não como um canal para diletantes ou de vaidosos que se servem dele apenas para benefício próprio;
- o rádio tem que evoluir para alcançar novas plateias: o uso das redes sociais, novas mídias (internet) e de promoções inteligentes (culturais até) desempenham um papel importante neste quesito;
- invenção de novos produtos: spots criativos, jingles cativantes, produções que vão ao encontro tanto do cliente como do anunciante. Os quadros específicos também auxiliam na propagação de assuntos que estão latentes à audiência: sustentabilidade (sem ecochatices), serviços (agenda cultural, utilidade pública), entrevistas aonde o entrevistado tem o que dizer e tem tempo para isso;
- convergência de mídias: que tal colocarmos o rádio para dialogar com jornais, canais de televisão, internet e com outros profissionais do mesmo segmento? Esse intercâmbio é enriquecedor e não só agrega valor aos veículos convergentes, como também injeta sangue novo na programação.
São atitudes como estas que podem profissionalizar o rádio do interior, tornando-o atraente e fazendo com que este deixe de ser o ‘primo pobre’ das tvs a cabo que proliferam a cada dia.
Landell ou Marconi, cada um à sua maneira, agradeceriam esse apreço à sua invenção.

É isso.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Marcelo Jeneci e a Nova MPB

Olá, pessoas!


Variando um pouco o tema mas sem sair do tom, agora o destaque é um artista nacional que vem despontando no cenário da chamada Nova MPB: Marcelo Jeneci.
Paulistano, nascido em uma Cohab lá pelos lados de Guaianases e filho de luthier, ele sempre se dedicou à música, aprendendo a tocar piano desde cedo.
Sua curiosidade, talvez despertada pela quantidade de instrumentos que seu pai consertava, levava-o a conhecer e experimentar vários outros timbres.
A oficina do Marcelo (pai) era frequentada por gente renomada da música, inclusive Dominguinhos que, certa vez, vendo o menino tentar tirar o som através de uns foles, resolveu lhe dar uma sanfona de presente. Foi o caminho para que ele fizesse participação numa turnê do cantor Chico César e depois enveredasse de vez pelo mundo da música.
Sempre pesquisando, Marcelo Jeneci se tornou cantor e compositor. Ganhador de vários prêmios, já teve em sua plateia gente do quilate de David Byrne (ex ou eterno Talking Heads?).
Marcelo Jeneci é um dos talentos que vale a pena conhecer...e ouvir.
É isso.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Lana Del Rey: um pseudo talento

Olá, pessoa!

Geralmente utilizo este blog só para tecer elogios a artistas que costumamos ouvir. Mas, ultimamente uma voz tem me causado até certa irritação devido a exposição, já que sua música ou forma de interpretar não são lá grande coisa.
Por isso, este blog vai falar hoje de um pseudo talento que estão tentando empurrar pelos nossos ouvidos: essa tal de Lana del Rey.
Vamos lá:

Poucos conhecerão Elizabeth Woolridge Grant, se ela não for chamada de Lana del Rey.
Lana, que já foi Lizzy Grant, é uma Intérprete, cantora e compositora, que mais desagrada do que agrada.
Suas músicas, com tonalidade new age repetitivo são quase a leitura de um diário adolescente. A voz, às vezes sussurrada, nada tem a ver com as cantoras que deseja imitar.

As primeiras apresentações em caráter promocional para  TV fizeram com que seus produtores cancelassem shows por acharem que ela não estava pronta para o mainstream. Mesmo assim, conseguiu alguma projeção dado o investimento dos principais agentes que, numa estratégia de marketing sem precedentes, querem lançá-la também no cinema. Todo esse esforço se dá depois de não terem conseguido êxito em substituir Adele ou a falecida Amy Winehouse - como pede o mercado fonográfico de tempos em tempos.

Enquanto não convence a crítica como cantora, Lana del Rey vai turbinando os lábio com botox, fazendo performances estáticas e tentando se inspirar na sua musa: a atriz Brigitte Bardot.
Lana del Rey não é tudo isso.


quinta-feira, 14 de junho de 2012

O experimentalismo mainstream do Fun.


Olá, pessoas!
Ao ouvirmos a banda Fun temos a sensação de que estamos diante de um musical, tal a extensão vocal e estilo empregados nas execuções.
O performático, embora discreto band leader Nate Ruess se utiliza de timbres apropriados e mostra a sua técnica ao cantar e também a criar formas de persuadir a plateia para sua mensagem.
A banda, formada em 2008, é composta por multi-instrumentistas que fogem da batidinha convencional do mundo pop colocando elementos percussivos que beiram o puro experimentalismo sem deixar de lado o mainstream.
Jack Antonoff se reveza nas guitarras e vocais enquanto Andrew Dost se esmera na percussão, teclados, pianos e no flugelhorn, um instrumento sinfônico que é apresentado ao pop com eficiência.
Este power trio é acompanhado de perto pelos também talentosos Nate Harold (baixista), Emily Moore (vocal de apoio, guitarra e teclados) e Will Noon na bateria.

Algumas notas:
O timbre um tanto nostálgico do Natt Ruess consegue fazer um mashup entre o novo e o antigo e suas músicas tendem a explorar ao máximo o seu agudo, por vezes nos remetendo a uma ideia de presenciar a um musical - apesar da tecitura vocal, Natt dificilmente apela para os vibratos, criando uma atmosfera apenas vistas em musicais da Broadway. A leveza das suas músicas anda a passos lentos até desembocar em guitarras pesadas e vocais bem elaborados que fazem contraponto com efeitos percussivos que podem beirar um tema de Olimpíada. (some nights)


Para acompanhar, acesse o site http://www.ournameisfun.com/

É isso.

domingo, 10 de junho de 2012

Pipoca e Amor Virtual


Olá, pessoas!

No livro "Manual do Amor - Encontre sua cara metade e Seja Feliz" a autora Cláudya Toledo em linhas gerais coloca que a falta de tempo faz com que cada vez mais pessoas recorram à internê para buscar uma pessoa que a complete e consequentemente a faça feliz.
Desconsidere-se aqui toda a análise feita por Carl Jung quanto a individuação, cujo sumário é 'seja completo antes de querer completar alguém' (sic).
Some-se à falta de tempo, uma questão muito difícil de ser esclarecida na cabeça de quem procura alguém para conviver: como conhecer o outro?
Com isso, sites de relacionamento especializados em serem cupidos disponibilizam todas as características, não só físicas como também emocionais e intelectuais do candidato ou pretendente. De posse dessas informações, basta clicar e começar a correspondência, primeiro online e depois presencial.
O mercado para este tipo de serviço atende a uma demanda crescente. Vale ressaltar que há um preço para tudo isso, afinal, não se ajuda alguém a ser feliz com intuitos apenas filantrópicos.
Tempos modernos? Novas formas de se relacionar?
Pois bem.
Não sou avesso de forma alguma à tecnologia, pois sou usuário de controle-remoto, smartphones, notebooks ou outras traquitanas tecnológicas, sou adepto do touch-screen e ainda sonho com um mundo wi-fi ou bluetooth (pois ainda equacionei por quê tenho que conectar 3 fios a um módulo para obter uma 'conexão sem fio') mas não sei se recorreria a tecnologia para encontrar alguém, pois acho que a questão do relacionamento não se resolve com um clique.
Afinal, não procuramos outra pessoa para nos relacionar no mundo real, compartilhar do nosso cotidiano, dividir com ela nossas forças, fraquezas, expectativas, sonhos?
Como é que vamos confiar aos meios tecnológicos uma tarefa tão particular, tão minuciosa quanto conhecer alguém para levar uma vida?
Sabe-se por pesquisas que todos nós temos uma preocupação com a preservação da autoimagem, ou seja: sempre nos pintamos bem diferente do que realmente somos. Então, quem garante que não vamos superestimar um perfil virtual, colocando qualidades que não temos ou tempo de que não dispomos para ter alguém a nosso lado?
Será que, ao comprar um perfil virtual para nos relacionar, não estamos perdendo a chance de conhecer o outro por completo, do jeito que ele realmente é?
E com relação ao tempo? Será que quando conseguirmos alguém (virtual) vamos arrumar também momentos para ficar junto desse alguém (real)?
Será que, ao adquirirmos um perfil via internê, que não nos satisfaça na vida real, não iremos voltar a clicar para conseguir outro alguém adequado? E o diálogo? Como é que fica nestas horas?
Me recordo que, tempos atrás, era moda 'ir morar com o outro para ver se ia dar certo'. Ocorria que, após este 'live-drive', muitos se decepcionavam e voltavam para o lugar de origem e se frustravam com esse tipo de atitude, afinal 'juntar escovas' não é tarefa para qualquer um. Quem se empreende numa empreita como estas, sabe que a liberdade consiste também em respeitar a liberdade do outro (citando Rosa Luxemburgo).
Nada nos muda tanto quanto a convivência.
Um relacionamento é feito de pessoas reais, com acontecimentos reais e com vivências reais.
Ao procurarmos 'a cara-metade' pela internê, corremos o risco de namorarmos, noivarmos, casarmos com um avatar que nada tem a ver com aquilo que realmente procuramos e esperamos encontrar para compartilhar bons e maus momentos.
Perfis virtuais costumam ser bem diferentes dos perfis reais...
Amor num clique pode dar certo sim, mas só se for na telona, que muitas vezes compartilhamos com uma pessoa real ao nosso lado comendo pipoca e tomando refrigerante.
É isso.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Escócia Indie de Franz Ferdinand


Olá, pessoas!

Nossa resenha musical de hoje retrata os escoceses do Franz Ferdinand...

Antes de se reunirem definitivamente em 2002, na Escócia, todos os integrantes já participavam de bandas desde os anos 1990.
A reunião se deu quando Alex Kapranos, o band leader, convidou Paul Thomson, batera e vocais para fundarem um grupo que conseguisse manter as batidas da cena indie que aconteciam naquele momento.

Mas, qual a inspiração para batizar uma banda com nome próprio?
Diz a lenda que o nome foi inspirado no arquiduque austríaco que, após ser assassinado, deu origem à Primeira Guerra Mundial.
Se você achou estranho, é bom lembrar que todos os integrantes do Franz tocaram em bandas de nomes esquisitos, como The Karelia, Yummi Fur e Embryo.

Numa primeira audição destes caras, tem-se a impressão que estamos diante de bandas como Talking Heads, por exemplo.
Nesta aqui, parece até que o David Byrne se faz presente com aquela irreverência dos velhos tempos em que a música se tornava referência para a posteridade!
Franz Ferdinand é música para várias percepções e você também pode fazer a sua.



É isso.




quinta-feira, 10 de maio de 2012

Carlos Cunha entrevista Diretor da ESEF Jundiaí/SP


Olá, pessoas!


O Programa Radioatividade, apresentado por Carlos Cunha, sempre com pautas relevantes, visa atender  a uma audiência qualificada e esclarecer dúvidas sobre os mais variados  temas.
A tônica da programação, além de incluir opinião e músicas que não agridem os ouvidos, traz assuntos de suma importância para o horário.
Nesta quinta-feira, 10 de maio, o convidado foi o professor doutor Fernando Balbino, diretor da Escola Superior de Educação Física (ESEF/Jundiaí).
Durante a entrevista, falou sobre o cenário da Educação Física, que cada vez mais exige conhecimentos elevados dos seus profissionais. Ressaltou que, além da fisiologia do esporte, os alunos se dedicam à prática da filosofia, sociologia e demais ciências sociais, com o objetivo  de proporcionar a seus futuros clientes  uma melhor qualidade de vida.
Dentre outros assuntos, ressaltou a importância da ESEF, que comemora 40 anos em julho, tendo formado mais de 3800 profissionais ao longo de sua existência.
Assunto sério, abordado de forma descontraída e com uma linguagem dinâmica que renderam bons pontos na audiência.
O Programa Radioatividade vai ao ar pela Rádio Cidade Jundiaí AM 730Khz (www.cidadeam.com) de segunda à sexta-feira, das 12h30 às 15h00, com produção e apresentação de Carlos Cunha.
Você pode fazer parte da comunidade no facebook: radioatividade é isso

Aguardem. Em breve a entrevista na íntegra.

É isso.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A irreverência de George Brassens


Olá, pessoas!

Ele foi dono de um estilo único e debochado.
Suas músicas costumavam passar a sociedade da época em revista e por isso incomodavam muita gente. Incomodavam tanto que muitas delas tinham permissão para serem executadas só depois da meia-noite.
Depois de elogios deste tamanho, comecemos a ouvir George Brassens.
Ele nasceu em Sète, um porto banhado pelo Mar Mediterrâneo utilizado para pesca. Cresceu num ambiente plural do ponto de vista ideológico com a mãe conservadora  católica e o pai um pensador livre. Estas diferenças eram deixadas de lado quando a família se sentava para ouvir música. George, com apenas 4 anos devido estas influências, já conhecia uma centena delas.
Era excêntrico e achava que a voz era tão versátil que nem necessitava de outros acompanhamentos, tanto é que dizia que os cantores nunca deviam ser acompanhados por orquestra. O motivo era simples: segundo ele, as notas musicais dos instrumentos poderiam ofuscar o verdadeiro significado das letras.
E foi seguindo esta linha que vendeu mais de 80 milhões de álbuns. Faleceu aos 60 anos em Saint-Gély-du-Fesc, uma pequena aldeia francesa.
Embora nem tanto divulgado, é citação certa para os amantes e pesquisadores da música francesa.

É isso.






terça-feira, 24 de abril de 2012

Programa Radioatividade na BAND

Olá, pessoas!

O Programa Radioatividade, apresentado por mim, vai ao ar de segunda à sexta, das 12h30 às 15h00.
Neste post a gente mostra um pouco sobre os bastidores de uma produção radiofônica, através do programa Magazine, apresentado por Natt Naville pela Band Regional (Canal UHF 47 e NET12).
Num bate papo pra lá de descontraído, houve muita interação com a equipe da TV, apresentação dos quadros do programa, a proposta e, ao final, um bate-bola com Paulinho Maurício, parceiro na "A Hora do Limbo" onde a gente costuma trocar figurinhas, falando dos assuntos que impactam a sociedade nos segmentos mais variados com uma ponta de humor, descontração e, outras vezes, com indignação. Nesta, a gente estava descontraído!
Assistam e deem sua opinião, afinal, conectividade é isso.

É isso.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O talento e experimentalismo de Gotye


Olá, pessoas!

Misturando timbres, sons e muitos sintetizadores conectados a placas de som, computadores e outras traquitanas tecnológicas, ele se tornou referência para quem quer ouvir algo diferente. O destaque é Wouter de Backer, ou simplesmente Gotye.

Antes de se tornar um fenômeno através da internê, Gotye nunca contou com grandes produtores. Isto lhe deu total liberdade de criação e o fez utilizar ao máximo os efeitos sonoros, referências à épocas e vários ritmos. Colocando tudo isso ao lado de sua tecitura vocal, a audição se torna leve e passa muito longe da monotonia.

Há muito ainda a ouvir de Gotye.
A gente encerra com Somebody I Used To Know.




É isso.