sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Quanto tempo eu tenho pra falar?



Olá, pessoa!
Esta pergunta sempre toma conta de quem está prestes a fazer uma apresentação, seja ela numa reunião de empresa ou numa sala de aula.
Explicar sobre administração do tempo da fala exige muitos cuidados, pois podemos dar a impressão de que uma comunicação deve ser pautada apenas no relógio. Mas não.
O tempo era tão importante para os gregos, que o papel de administrá-lo cabia a dois deuses: Chronos, na medição dos minutos e Kairós, com a atribuição de aferir a qualidade do que era feito em determinado período.
Desta forma, percebemos que o fator tempo não intriga só aos participantes da era moderna.
Cabe lembrar que muitas vezes falamos muito sem que aquilo traga resultado satisfatório nas pessoas que nos ouvem.
Então, é bom fazermos um discurso reduzido, mas com conteúdo.
Em se tratando de uma exposição oral, sempre somos reféns do relógio; daí advém vários problemas entre eles a falta de interesse, o cansaço e o bocejo da plateia.
Para resolvermos este entrave, algumas dicas se fazem necessárias:
·                    Evite ser prolixo;
·                    Não use palavras que precisem ser explicadas pela complexidade do termo;
·                    Faça um roteiro do que precisará ser dito;
·                    Depois do roteiro, enumere o que é importante em cada item deste roteiro;
·                    Dedique alguns minutos para refletir sobre o roteiro;
·                    Evite prolongar sobre os assuntos que você julga entender bem;
·                    Tire deste roteiro o que achar repetitivo;
·                    Concentre-se no que quer realmente dizer;
·                    Controle os insights comuns que surgem na hora da empolgação;
·                    Não exagere nas famosas frases de efeito;
·                    Observe a atenção da plateia;
·                    Não hesite em abreviar o seu tempo caso perceba que não esteja agradando.
Lembre-se:
É melhor encerrar um assunto quando todos estão interessados em ouvir, do que se prolongar e perder todo o impacto da mensagem.
E que Chronos e Kairós nos protejam!
É isso.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Horário de verão: hora a mais ou a menos?

Olá, pessoa!
Você tem uma hora A MAIS ou uma hora A MENOS?
Caso você seja do time que diz ter 'uma hora A MAIS', a sugestão é utilizar este tempo que sobra para fazer coisas que realmente te fazem bem.
É interessante procurar uma atividade diferente para preencher o seu dia. Aí, vale uma caminhada, um papo com uma pessoa que agrega após o expediente e até não fazer nada.
Se você fizer parte do time que tem 'uma hora A MENOS', faça um balanço no seu dia e retire coisas que não estão te trazendo satisfação: veja se o tempo não está sendo roubado por memes engraçadinhos, notícias repetidas, indignações alheias, campanhas de engajamento sem objetivo, compartilhamentos sem conteúdo; observe se as pessoas que estão a seu redor não estão na mesmice de reclamações copiadas de outras pessoas negativas como elas.
Pessoas podem estar na categoria 'ladrões de tempo'. Se estiverem, descarte-as junto com 'coisas' que você não quer. Qual o problema em se fazer isso?
Em ambos os casos, tenha a certeza de que não vai ser fácil: ao se fazer escolhas, é comum a crise de ansiedade nos assaltar: peso na consciência, respiração ofegante, coração disparado, aquela sensação de que o tempo está passando mais rápido do que imaginamos e até um dó de abandonar velhos costumes.
Mas, no final, se percebe que podemos mudar por dentro e por fora, abandonando hábitos e vícios que não nos levam a lugar algum.
Talvez essa sua indignação de não gostar do horário, seja apenas algo que você copiou de alguma pessoa que costuma já não gostar de nada e que reclama do calor, do frio, do vento, do sol, da chuva, da seca, da lua, das estrelas, de outra pessoa...
Já pensou nisso?
Liberte-se e tenha seu próprio horário de verão ou de qualquer outra estação.
É isso.

terça-feira, 18 de abril de 2017

A tal reforma: um pouquinho de opinião

Olá, pessoa!

Para não fugirmos do foco (palavras e expressões), digamos que a semântica foi prejudicada no texto que diz respeito às relações entre patrão e empregado.
Não há nada de reforma em se tratando de 'reforma' trabalhista. 
O que houve, foi uma falta de significação em torno do tema e, com isso, cunharam este arremedo de lei como ‘reforma’.
Depois de assistir ao Roda Viva, percebe-se que o que temos, ao invés da ‘reforma’, é uma simples tradução do que vemos atualmente no mercado de trabalho: o trabalhador sem garantias e cada vez mais tendo de partir para o empreendedorismo e geração dos próprios resultados.
Muito se diz que a flexibilização prevista nisto que chamam erroneamente de reforma, será o caminho a seguir. Assim, poderemos ter quantos empregos quisermos no mesmo dia e, se quisermos ter patrão, é só bater na porta ao lado e ‘se empregar’.
Bom, né? É aguardar e ver as filas pela procura de emprego minguarem num passe de mágica.
Quem vive a vida real sabe que não é deste jeito que a coisa, que já foi chamada de emprego com carteira assinada, se processa.
Em suma, o que ocorre é (mais) uma tapeação do governo no que tange as relações de trabalho dignas:
Ao se falar em flexibilização cria-se a ilusão de que é a falta dela que trouxe a cifra assustadora de 13 milhões de desempregados no país.
Só que não.
 Isso sem contar os tão festejados microempreendedores individuais (MEI) que abriram empresa ‘a rodo’ nos últimos anos (quase 7 milhões!) que não produzem ou faturam o suficiente para o próprio sustento, mas que não entram na estatística do CAGED, IBGE e relatorios sonhadores  dos técnicos do SEBRAE.
A ‘flexibilização’ é a forma que o governo encontrou para não fazer a parte dele: o que o Brasil precisa é de redução de impostos e tributos que incentivem o empresariado a produzir, a criar, a gerar novos postos de trabalho. O que o Brasil precisa para voltar a crescer é de uma estrutura burocrática menos exigente, que não deixe o empreendedor marcando a barriga no balcão na frente de um funcionário público cheio de má-vontade e falta de conhecimento.
Isto que estão chamando de reforma, nada mais é que um ‘libera geral’, ‘trabalhe sem registrar’, ‘pague o quanto quiser’, ‘negocie o nada com o seu patrão’ e tudo o que se possa imaginar de perda de direitos antes considerados básicos.
E que não se confunda direito com privilegio. Afinal, o verdadeiro trabalhador só quer trabalhar e ganhar o que lhe é mister. Sem levar o patrão às instâncias judiciais pra ‘levar mais um troco’ depois de receber o seguro desemprego.
A reforma tributaria seria mais salutar e desenvolvimentista para o país do que isto que estão chamando de reforma trabalhista.
E o governo mais uma vez tira o corpo da jogada, passando para patrões e empregados, a obrigação que deveria ser dele.
Aí, quando estes se decidirem, ele fica com a melhor parte do bolo: os impostos sem contrapartida.
Prejudicou-se a semântica e, não encontrando um termo para aplicar a esta redação esquisita, deram-lhe o nome de reforma.
Não há reforma.
É isso.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O Mestre de Cerimônias é a cara e a voz do seu evento e Coisas do Oscar

Olá, pessoa!
Há um tempo venho buscando argumento para poder abordar este assunto. Com esta ilustração que marcou boa parte dos expectadores do Oscar 2017, creio que ele tenha chegado.
Sempre que se fala em Mestre de Cerimônias, há uma confusão em quem pode desempenhar este papel. Pois bem: em suma, este papel pode ser desempenhado por pessoa que esteja preparada para isso. Dependendo da marca, convida-se um ator famoso, uma atriz famosa, uma personalidade das redes sociais (dificilmente fica bem neste caso, mas...) ou um profissional de comunicação com preparo acima da media. E quando falo de preparo, quero falar sobre o conhecimento da área, da habilidade social e inteligência emocional para agir nas mais diversas situações.
No entanto, o que vemos, é uma profusão de pessoas que se atrevem a desempenhar a função, simplesmente por ‘já terem visto como se faz’ ou por ‘terem a voz bonita’.
Para se ter ideia da importância do Mestre de Cerimônias, é ele quem vai carregar a marca do seu evento e fazer o sucesso da sua empresa. De nada adiantará investir cifra significativa para a apresentação de um produto se, na hora H, o MC vier a falhar ou não apresentar o famoso jogo de cintura para contornar adversidades, sempre presentes nestas situações.
Vou pegar o exemplo aqui da última cerimônia do Oscar 2017.
O Mestre de Cerimônias (foram vários) recebeu o envelope errado e, qual foi o comentário recebido: “Oh, meu Deus! ELE (o MC) leu o envelope errado!”.
Ou seja: não foi Warren Beatty nem Faye Dunaway que leram o envelope errado! Eles receberam o envelope errado. Mas, como estavam à frente da situação naquele momento, viram ser descarregados sobre seus ombros toda a responsabilidade que era de alguém que, na última hora, trocou os envelopes.
A empresa responsável por auditar os resultados – uma das mais conceituadas do mundo - divulgou nota se desculpando e aliviando para os apresentadores, mas, o estrago já estava feito.
A correção, vinda através de correria de bastidores, foi vista por todos numa transmissão que envolveu várias emissoras ao redor do planeta.
Enquanto isso, Warren e Faye, amargavam a gafe que nem era deles!
Este fato não é o primeiro, mas o vexame tem a mesma proporção.
Em 2015, durante anúncio do concurso Miss Universo, o envelope do MC Steve Harvey também foi trocado. A proporção catastrófica foi a mesma.
Harvey, em sua conta no twitter, de forma divertida, se ofereceu para prestar apoio a Warren, pois, ‘ele entendia do assunto’.
Por isso, valorize o Mestre de Cerimônias, pois, mesmo que a culpa não seja dele, a imagem que todo mundo vai lembrar é de quem apresentou e não de quem passou informação ou envelope errado.

É isso.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Você está numa ponte ou numa estrada?

Olá, pessoa!
Antes de tocar no assunto ponte e estrada, vou citar o fato que me fez pensar a respeito disso nos últimos dias:
Recentemente, torcedores do Paulista FC foram pegos de surpresa ao saberem que, mesmo com a boa campanha,  seu time seria eliminado da Copinha.
Motivo: um jogador havia usado documentação de um amigo para conseguir competir e, no final do campeonato, mediante denúncia, a Federação Paulista de Futebol, pelo TJD, penalizou o time por causa do chamado “gato”.
A frustração foi geral na cidade que, além de se situar no país do futebol, tem no seu time centenário, um símbolo de orgulho, garra e conquistas.
O jogador, claro, desapareceu por uns dias e ressurgiu na mídia paulistana sob a tutela do jogador Vampeta, que decidiu dar ao garoto o que chamou de ‘uma segunda chance’. Na entrevista longa que concedeu à Rádio Jovem Pan, o garoto disse que esta tinha sido a sua única maneira de conseguir algo que pudesse conduzi-lo a um sonho: dar melhores condições para a família.
Traduzindo: independente dos fins justificarem os meios, o que ele fez foi conseguir uma ‘ponte’ para o seu sucesso, mesmo porque o time não passa por uma situação favorável e não oferecia um futuro nos moldes do planejado.
(Não vou me estender nesse assunto, por não ser este o foco, mas, para quem quiser conhecer melhor, vou disponibilizar alguns links referentes no final deste artigo).
Não estou querendo aqui, de forma alguma, estabelecer qualquer tipo de julgamento se o jogador agiu de forma correta ou incorreta, se houve crime ou não, uma vez que tal julgamento não compete a mim. Aqui, quero apenas enfocar a diferença existente em se fazer de um lugar para trabalhar, uma ponte ou uma estrada. Em se ter objetivos pessoais e trabalhar por eles ou de simplesmente se trabalhar pelos objetivos de uma empresa.
Estou usando este case como um background para ilustrar uma situação que acontece com muitos de nós:  a dificuldade de separar os objetivos pessoais (onde se quer chegar profissionalmente e na vida) e dos objetivos da empresa (o que eu faço pra manter o emprego e agradar meu chefe).
Claro que não somos tão irresponsáveis a ponto de tratar o nosso local de trabalho de qualquer jeito, já que é dele que tiramos o nosso sustento e os recursos para conseguirmos nossos objetivos, mas é preciso saber também a hora de se procurar algo melhor, se não temos nossas expectativas atendidas.
Há a necessidade sim de honrarmos o lugar onde trabalhamos, mas sem perder o foco naquilo que realmente queremos.
Muitas vezes cometemos erros estratégicos que nos custam caro ao longo da vida; criamos ilusões quanto aos locais onde trabalhamos e fazemos dele a nossa própria vida.
Quantas vezes titubeamos entre a segurança e o desafio de se fazer algo diferente e depois nos lamentamos por isso?
O fato de se fazer do lugar que trabalhamos uma ponte, faz com que nossos olhos e ouvidos estejam sempre atentos a uma melhor possibilidade; ao passo que, quando fazemos da empresa em que trabalhamos uma estrada, podemos nos tornar acomodados e obsoletos.
Morrer de amores pelo lugar onde está pode ser o princípio de uma estagnação profissional que trará sérios riscos inevitáveis no futuro.
O que o jogador fez, foi considerar o seu time uma ponte para objetivos maiores; não uma longa estrada que ele pudesse percorrer até certo período, correndo o risco de se desempregar posteriormente e ficar sem alternativas.
Você está numa ponte ou numa estrada?
É isso.

Para saber mais:







quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Quanto tempo o tempo tem?

Olá, pessoa!

Uma das abordagens do meu curso “Falar em Público: Oratória sem Segredos” é a importância de se falar com objetividade e eficácia, mesmo porque várias pessoas reclamam da falta de tempo ou do tempo curto.
Na oportunidade, levei a classe para pensar rapidamente sobre o tema e agora disserto com mais tranquilidade neste artigo.
Quem já não ouviu por aí muita gente dizendo que precisaria de um dia com 48 horas e com um ano de 700 dias?
Tem hora que se tem essa impressão não é mesmo?
Já que esta carga horária é inviável e um ano deste tamanho está fora de cogitação, que tal se atentar para alguns detalhes mínimos que passam despercebidos, mas que, no final do dia, do mês, do ano, nos roubam um tempo danado?
Vamos a eles:
Redes sociais a toda hora:
É bastante comum ficarmos ‘cutucando’ o celular desesperadamente atrás de novidades de nossos amigos. Mas, será que isso é tão interessante assim para nos concentrarmos nisso? Coloque horários regulares para acessar e estabeleça um tempo determinado para fazê-lo. Exemplo: 10 minutos de zap e assim por diante. E, acredite: muitas postagens serão repetidas e você as recebe desde o tempo do Orkut. A menos que você seja um saudosista sem fim, não vão te fazer falta alguma!
Abrir várias abas no computador: isso acontece quando estamos principalmente nas redes sociais. Com isso, temos a impressão de que aquele link compartilhado por alguém também é importante pra nós. E nem sempre é.
Dica: Filtre aquilo que te interessa (isto equivale a ter foco). O cérebro humano tem uma capacidade muito grande em dispersão. Pesquisas dão conta de que, se você se desviar de um assunto por três segundos, lá se foi a atividade principal.
Aparelhos eletrônicos ligados antes de dormir:
É bastante comum antes de dormir qualquer um dar aquela espiadinha nas redes sociais.
Acontece que esta simples espiadinha pode te deixar tenso e com a sensação de que todo mundo está fazendo coisas interessantes e você não. Aí, vai ser comum você ficar acompanhando links e fotos e, quando menos percebe, o sono foi embora. E, quando ele começar a vir, faltará apenas um minuto para o seu despertador tocar.
Dica: desligue tudo e se concentre no SEU descanso. A vida do outro fica pra lá, afinal, você não sabe a que horas o fulano acordará no dia seguinte e você sabe a hora que precisará estar em pé.
Deixar a mesa de trabalho desarrumada: livros, papéis avulsos, contas pra pagar, rascunhos, apostilas, lembretes coloridos colados na máquina, vishhh! Tudo isso faz com que você fique olhando para este monte de coisa na sua mesa e não saiba em qual delas se concentrar.
Dica: Limpe todo o seu espaço, procurando deixar à vista, só aquilo que vai te interessar naquele momento, seja um material pra estudo, uma conta pra pagar, ou simplesmente, aquele livro que você pegou pra ler. Falando em livros, evite ao máximo, deixá-los abertos em páginas aleatórias; faça marcações, nem que seja com um cartão de visita ou uma simples folha de papel;
Não ter um roteiro com coisas simples: este roteiro pode ser feito mentalmente.
Imagine-se acordando e fazendo uma tarefa por vez e isso inclui levantar, tomar banho, escovar os dentes, escolher a roupa, tomar café, pegar a chave do carro ou esperar o fretado. Não se iluda! Se você não tiver uma sequência pra fazer isso, o seu dia estará perdido. Nada é mais angustiante do que sair de casa e ficar com aquela sensação de que está esquecendo alguma coisa ou que precisava ter feito isso ou aquilo...e não fez!
Colocar várias tarefas num dia: isto acontece quando estamos tensos e com a ansiedade por algo que queremos que ocorra rápido. O mundo atual pede urgência pra tudo, todos os artigos dizem que o tempo é agora e mais um monte de blá blá blá que, com certeza, você ouviu dos  ‘gurus da vida ganha’, mas não: quanto mais tarefa você colocar no seu dia, mais tenso e ansioso você vai ficar e menos produtivo será.
Dica: coloque no seu dia apenas as coisas que conseguirá fazer e divida as outras tarefas durante a semana.
Não eleger prioridades:
Pense bem: por mais tarefas que você tenha que realizar, uma terá sempre prioridade sobre a outra. Exemplo: entre levantar da cama e escovar os dentes, qual você terá de fazer primeiro? Entendeu?  Então, não dá pra ‘passar o carro na frente dos bois’. Acredite: tem coisa que pode ser deixada pra amanhã, sim!
Não ter horário previsto para refeições:
No corre-corre do dia a dia, muitas vezes nos esquecemos desta necessidade básica: comer. Tudo bem que uma hora ou outra não vamos conseguir a pontualidade, mas, evite deixar que isso se torne uma rotina na sua vida ou no seu escritório.
Entenda: o tempo da outra pessoa é diferente do seu.
Não vai adiantar você achar que aquele pedido de cotação que acabou de fazer também acabará de retornar com uma resposta. Espere. Se houver urgência, prefira enviar o seu pedido e ligar na sequência para a parte interessada. Não confie só no e-mail ou em qualquer outra rede social.
Isto vale na vida real e no escritório.

AGORA, O MAIS IMPORTANTE: TENHA UM TEMPO PRA VOCÊ:

E isto não inclui saber o que O OUTRO está fazendo com o tempo dele.
A título de reflexão: Hoje em dia é muito comum as pessoas não estarem mais onde estão. As pessoas sempre estão de olho na tela do celular, observando o que o outro está fazendo, curtindo a foto do ovo frito no prato de alguém, falando baboseiras sobre o meme da celebridade que outro postou, ‘viajando’ no  lugar paradisíaco que o outro publicou ou salivando no prato apetitoso que está sendo degustado em algum local gourmet mais badalado do planeta. Que o OUTRO divulgou.
Mas, fica a pergunta: o que VOCÊ está fazendo COM A SUA VIDA?
O que VOCÊ está fazendo com o SEU tempo?
O que VOCÊ está fazendo que seja interessante CURTIR?
Pense mais em VOCÊ, pois, no final de tudo, o que conta é o que VOCÊ faz para si e para as pessoas de quem VOCÊ gosta.
Cuide do seu tempo.
Faça dele um tempo achado e não queira imitar Marcel Proust, pois tempo perdido é tempo perdido.

É isso.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Entre o cliente em potencial e o cotador profissional

Olá, pessoa!

Estas são algumas linhas que decidi dedicar a um tema que intriga a maioria dos prestadores de serviços especializados ou de qualquer profissional de venda: como identificar o cotador profissional do cliente em potencial?
Num mercado cada vez mais dinâmico, onde tudo muda e as pessoas buscam cada vez mais a famosa e temida redução de custos, quem trabalha com algum produto ou serviço, com certeza já passou por uma situação mais ou menos parecida: uma pessoa chega no seu estabelecimento, ou liga pra você e vai logo de cara perguntando o preço sem ao menos tentar conhecer o produto que você tem a oferecer.
Se isto já te aconteceu, você está de cara com o que chamo de cotador profissional.
O cotador profissional tem o costume de procurar sempre o que é mais baratinho, o que vai resolver a situação dele no momento e pouco se importa se o produto ou serviço vai lhe trazer satisfação duradoura ou se é só resolver um problema dele de imediato.
É um excelente choramingão em que, pra ele,  todo vendedor ou prestador de serviço pra ele é ‘mercenário, quer só explorá-lo e não entende a sua situação’.
A abordagem dele é sempre a mesma: quanto custa? Ou, quando tenta ser mais sofisticado, confunde preço com valor e lasca umas do tipo: ‘qual o valor disso?’ ou “qual o valor do seu serviço?”
Lembre-se: Você perde seu tempo se tentar fechar negócio com ele. Ele vai chorar preço, prazo, condição, vai reclamar que está caro e, se fechar, pode ter certeza: é o primeiro e último serviço/produto que você vende pra ele. Sem contar que vai olhar pra você com cara de desconfiança, achando que você ‘o logrou’ na cotação.
Da próxima vez que você for entrar em contato, prepare-se para ouvir:  ‘já estou comprando de outro; aliás, bem mais barato que você’.
Um cotador profissional vai te trocar por 1,99 a menos. Acredite!
Ao topar com um, mantenha a calma e seja elegante (mas breve) ao passar informação.
Agora, passemos ao ‘cliente em potencial’.
Em primeiro lugar, vamos esclarecer que um cliente pode apresentar três características: ele compra, paga e volta a comprar. Alguns deles, ainda te indicam para outros e passam a referência do teu trabalho ou produto.
Se não tiver estas características, ele pode ser só alguém que se enquadra na categoria que já falamos.
O cliente em potencial sempre leva em conta a satisfação e o valor da aquisição. Pode propor alguma negociação, mas comumente apresenta uma contraproposta com coerência. Tem argumentos melhores e se mostra aberto a te ouvir; afinal, ele não chegou até você à toa e precisa te conhecer melhor. Só isso. Esta é a razão dos argumentos. Mostra-se interessado naquilo que você tem a oferecer e tenta conhecer ao máximo a sua empresa, seu tipo de trabalho e como você vai proporcionar-lhe a entrega de tudo aquilo que ele está adquirindo.
Geralmente volta e passa a sua referência.
Não sai com cara de desconfiado e deixando transparecer que parece que ‘foi enrolado’ na negociação.
O cliente em potencial se torna cliente, gosta da confiança mútua e ainda confia no seu trabalho.
Com estas características, você vai sempre se sentir seguro com ele e saber que a negociação vai terminar bem para os dois lados.
É ‘fidelizável’.
A partir de agora, comece a observar as formas de abordagens referentes ao seu tipo de negócio.  Existe muito mito por aí colocando a culpa o empreendedor/vendedor/prestador de serviço.
Não é bem assim.

É isso.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Palavras que enrolam

Olá, pessoas!

É comum em qualquer tipo de conversa, depararmo-nos com termos que, logo no primeiro momento, prejudicam os requisitos básicos de uma comunicação eficaz, que são clareza e objetividade.
A clareza está relacionada ao ato de expor nossas ideias de uma forma que o outro possa entender logo no primeiro momento.
A objetividade reside em mostrar nossos pontos de vista de uma maneira simples sem querer impressionar pela profusão de conhecimento.
Embora possam parecer a mesma coisa, a comunicação pode ser clara sem ser objetiva. Por exemplo: numa reunião, você pergunta a um dos participantes, qual sugestão ele daria para determinado problema do qual ele tanto reclama. E este, de forma bastante seca, te devolve: “Sei lá”.
De certa forma ele foi claro e já deu, de cara, a impressão de que não vai e não quer cooperar.
Por outro lado, você faz a mesma pergunta para outro participante e este pigarreia, ajeita o nó da gravata, enche o peito, olha para todos com ar de superioridade do tipo “viram só? Agora eu vou arrasar” e começa o seu discurso empolado, exalando sabedoria, citando exemplos sem conotação e levando o tom da reunião para vários lugares, menos para aquele que todos almejam.
No primeiro exemplo citado, o sujeito foi claro e até sem educação pela clareza; no segundo, houve um discurso, uma manifestação de falso apreço pela oportunidade, mas que não levou a lugar nenhum. 
Estão aí dois requisitos aparentemente semelhantes mas tão díspares no seu significado quando postos em prática.
Sempre que começamos um tipo de conversa, por mais informal que esta seja, é importante que saibamos aonde queremos chegar e como vamos concluí-la.
Para este artigo, vamos dar algumas pistas de palavras que enrolam a audiência e passam a sensação de que o orador da vez é um profundo conhecedor daquilo que está dizendo. Eis apenas alguns, já que você numa análise do que acontece a sua volta, com certeza poderá acrescentar quantos mais forem necessários:
- Na verdade
Bastante empregado em situações embaraçosas.
Exemplo: Por que você tomou esta atitude? Na verdade, essa atitude foi tomada devido...
- A partir do momento que...
Em vários discursos que tentam explicar algo este termo aparece. Mesmo assim, a audiência percebe que a pessoa já tem a predisposição de dar aquela enrolada e sair pela tangente. 
- ‘Olha’ e ‘Veja bem’
Ao ouvir uma frase começando dessa forma, corra! Você já está sendo enrolado. Com esta introdução, tenta-se explicar o inexplicável. Note que sempre que se é apanhado em uma situação altamente desconfortável, o sujeito já se sai com essa.
- “Então...”
Este é o melhor de todos. Se você não quiser passar vergonha, fique calado, pense numa resposta direta, peça um tempo, mas não incorra na armadilha do ‘então’. Denota falta de conhecimento ou prenúncio para uma desculpa bastante esfarrapada.
Como você pode notar, todos estes termos têm o intuito de ganhar tempo e passar a ideia de um falso conhecimento.
Para isto, a melhor solução é se preparar e fazer um ensaio do que se quer e precisa dizer para não passar por um vexame utilizando estes termos que, devido ao seu uso e abuso, já não enrolam  mais a ninguém.


É isso

sábado, 13 de dezembro de 2014

Problema de Gestão? Como Assim?

Olá, pessoas!

Este post se dedica à tentativa de esclarecer esta questão em voga, principalmente no público mais jovem.
Todos têm soluções mirabolantes para os mais variados assuntos que acontecem no mundo corporativo, mas...
Interessante observar que a maior causa da insatisfação dos funcionários (ops, colaboradores) se refere aos ‘problemas de gestão’.
Muitos já perceberam que não vão conseguir ser CEOs de uma enorme companhia internacional antes da avançadíssima idade de 23 anos e tecem soluções aos programas de trainees, job rotation, aos processos empregados na produção e na falta de um plano de carreira mais atraente. Sem citar aqueles que acreditam no modelo da organização horizontal, onde não existe a palavra ‘chefe’, mas o líder não sabe nem onde está o próprio nariz, a não ser na hora de empiná-lo.

A estes só restam recomendações como:
  • não dar tanta atenção à revistas corporativas que disseminam sonhos ao invés da realidade;
  • respeitar os mais velhos, pois, por incrível que pareça, eles têm experiência mesmo;
  • sentar na cadeirinha do chefe e tentar resolver todos os problemas em tempo recorde, como apregoam as revistas voltadas à gestão;
  • se conscientizar que mesmo nas 'Melhores Empresas para se Trabalhar' muita coisa não é perfeita como estampam as capas das revistas especializadas;
  • descobrir que o tempo é dinâmico e as chamadas profissões do futuro sempre existirão. Portanto, não adianta ficar buscando faculdade  nova todo ano, pois se corre o risco de não obter especialização em absolutamente nada;
  • comparar o conteúdo aprendido em sala de aula com o que acontece fora dos portões da faculdade;
  • não ter medo de levar suas dúvidas para debater com o professor. Conteste-o, se necessário;
  • dá pra melhorar, mas vai demorar. Talvez seja você que terá que carregar pedras para formar este castelinho de sonhos que disseram existir. Está disposto?
  • não reclame. Faça (e bem feito) a sua parte.
Ah! Desculpa a frustração que eu te causei, tá?

Sabe de nada, inocente!

É isso.